| Uma recente pesquisa mostrou que de janeiro de 2000 à dezembro de 2007,o número de mulheres presas aumentou 100%. O principal motivo foi a inclusão dessas mulheres no tráfico de drogas, influenciadas por seus companheiros ou não.
A questão é que, além de perderem a liberdade, essas mulheres são submetidas a uma vida dura dentro de presídios ou penitenciárias que não garantem, nem as necessidades básicas, nem a recuperação das mesmas.
Quando me refiro a “necessidades especiais”, cito amamentação e saúde. Muitas são condenadas ainda grávidas, ou em fase de amamentação dos pequenos que, são retirados de maneira abrupta das mães.
Atualmente o Estado de São Paulo possui cerca de 6.400 detentas recolhidas em 6 penitenciárias femininas e 4 centros de ressocialização.
No final de 2007, A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, anunciou a construção de 8 presídios. Eles serão os primeiros preparados para o sexo feminino, já que as penitenciárias atuais foram simplesmente adaptadas. Cada uma delas custará aos cofres públicos aproximadamente 25 milhões de Reais, dinheiro suficiente para as melhorias na educação ou moradia.
A questão não é contestar a construção ou um gasto aproximado de 200 milhões para a construção de presídios femininos. Mulheres, mesmo detentas, com ou sem filhos, merecem ter condições de recuperação e condições de amamentar seus filhos. A questão é de se levar a sério este crescimento assustador de 100% da inclusão de mulheres no mundo do crime.
Medidas precisam ser tomadas com o máximo de urgência e, essas medidas precisam passar pelos mais diversos campos: educação, saúde, trabalho e etc.
Remediar já não é mais o bastante. Construir novas penitenciárias não irá diminuir o número de mulheres que já superlotam os presídios e penitenciárias espalhados por todo o Brasil. Precisa-se pensar e repensar em estratégias para que elas não se iniciem nessas práticas. Educar, conscientizar, empregar e preparar um futuro diferente, talvez seja a solução.
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