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Wilson Fava
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Artigo: Emprego com carteira assinada cresce
Publicado em:
20 de Julho de 2007
às 10h15
Emprego com carteira assinada cresce.

O número de pessoas com carteira assinada vem crescendo, o que é bom sinal pois nos últimos tempos a informalidade teve um aumento tão forte que chegou a ser superior aos contratados dentro das regras da CLT.

Sabemos que os empregadores fogem da contratação formal por causa da quantidade de impostos que oneram os custos de cada empregado. Alguns estudos demonstram que o valor destinado ao pagamento de cada trabalhador formal chega a ser mais de 100% do que realmente recebe o funcionário de cada empresa.

Assim se o valor recebido por quem trabalha formalmente for de R$ 500,00, o custo total do salário, dos impostos e taxas para o empregador fica em mais de R$1.000,00.

Com esta demonstração fica evidente por que nos últimos tempos as empresas fogem do contrato regido pela CLT e utilizam os expedientes da informalidade, dos contratos com cooperativas de trabalho e outras modalidades para diminuir os valores a serem desembolsados.

O aumento das contratações com carteira devem-se a vários fatores:

1-A pressão do Ministério do Trabalho para que diminua a informalidade

2-O grande volume de trabalhadores que recorrem à Justiça do Trabalho contra as contratações informais e quase sempre ganham as causas, aumentando os valores desembolsados pelos empregadores

3-O grande volume de contratados no setor do agro-negócio e a necessidade de formalizar os vínculos até mesmo por exigências dos países compradores de nossos produtos

4-O aumento das contratações no setor da construção civil e também a presença da fiscalização contra a informalidade, mas também existe o reverso desta realidade.

Mais pessoas estão sendo empregadas, os índices do desemprego apresentam pequeno recuo, e os salários, principalmente das pessoas com curso superior e mesmo com segundo grau estão cada vez menores.

E pior ainda, os índices de distribuição de renda no país continuam apresentando enorme disparidade, onde os 10% mais ricos só aumentam sua participação na riqueza nacional.

Sem cair na lamentação, nós da Assat continuamos lutando pela justiça social e por uma melhor distribuição das riquezas que nosso país produz.

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