|2º encontro com a Jorgette Oliveira| |
|
Na segunda quinta-feira do mês de agosto, aconteceu o encontro entre Jô Oliveira – presidente da ASSAT – e os sócios da entidade. A reunião foi ministrada na sede da associação, na Vila Mariana, em São Paulo. Pontualmente, às 15:30h, Jô abriu o encontro apresentando o vídeo “Dura Verdade”. Os sócios puderam constatar a situação caótica de milhares de crianças espalhadas no Brasil e no mundo, que convivem com a fome, maus-tratos, péssimas condições de sobrevivência e, principalmente, a indiferença. “ É impressionante saber que nós temos nossa África aqui e, não nos damos conta ”, disse Maria Ivonilde Marinho, sócia da ASSAT com os olhos cheios de lágrimas. |
Confira as fotos do evento
|
|
A proposta da ASSAT é financiar projetos de capacitação profissional, através da doação de sócios, para que a realidade de milhares de família possa ser transformada. “ Nossa convicção é a que move nosso trabalho. A maneira que temos, enquanto sociedade, é através do trabalho, da geração de emprego. Tenho certeza que por trás de todas as mazelas sociais, alcoolismo, violência doméstica, prostituição infantil, dentre tantas outras, está o desemprego. E o exemplo disso está em todo semáforo, embaixo dos viadutos, está em uma arma encostada na janela do seu carro, um assalto dentro do metrô, no ônibus. Para nós da ASSAT, o que está atrás da violência, do desespero, da miséria absoluta, da exclusão, é o desemprego, a falta de oportunidade de milhares de famílias, que não têm a menor possibilidade de ter uma renda, um trabalho”. |
Jorgette Oliveira Presidente da ASSAT |
|
| Segundo dados do Jornal da Tarde do dia nove de agosto, 142 mil vagas oferecidas em balcões de emprego no Estado de São Paulo, entre janeiro de abril deste ano, não foram preenchidas por falta de mão-de-obra capacitada. “ Existem milhares de pessoas completamente excluídas, que não tiveram educação (muitos não concluíram, e, se concluíram, não fizeram de maneira correta), não estão preparadas profissionalmente, não têm qualificação. Por exemplo, um frentista de posto de gasolina precisa dominar o computador. Caso contrário, ele não consegue atender os clientes”, explicou Jorgette. | |
A presidente da ASSAT reforçou que a falta de renda familiar é uma situação séria. “Estamos falando de famílias que não conseguem o mínimo para garantir a moradia dos filhos, alimentação, condições básicas de sobrevivência. Muitas delas perdem seus filhos para os traficantes, para os semáforos, a fim de garantirem um trocado para comprar o leite dos irmãos mais novos. Estamos falando na honra humana, na necessidade de homens, mulheres e jovens terem uma chance no mercado de trabalho, informal ou, formal”. Jô Oliveira ainda lembrou que emprego, como estávamos acostumados a ver, com a carteira profissional assinada, aposentadoria depois de anos trabalhando no mesmo local, acabou! “Cada vez mais, um número menor de pessoas terá esse tipo de emprego, pois a sociedade mudou e, exige-se muita qualificação, além da discriminação sofrida por muitos seres humanos em relação a idade, raça, aparência”. O vice-presidente da ASSAT, Mário Leite, apresentou aos participantes fotos dos projetos apoiados pela ASSAT como a serralheria em Campo Limpo, alfabetização e qualificação em Cidade Líder além das Unidades de Atendimento do CEAT espalhadas em muitas regiões da grande São Paulo. No final do encontro, Jô respondeu algumas dúvidas do associados que ficaram maravilhados e entusiasmados com o trabalho . “Achei muito interessante e, acredito que muitas pessoas deveriam ter conhecimento sobre o trabalho dessa organização. É imprescindível que o homem seja promovido como homem, como ele é, independente da condição religiosa”, disse Paulo de Toledo Piza . Já a professora Maria Ivonilde Marinho, concluiu: “O trabalho da ASSAT é interessante para todo o mundo, nós vemos que é possível fazer o bem e, o bem é uma coisa de Deus”. |
|
Fale com a Jorgette, envie seu recado: jooliveira@assat.org.br |
|