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|Mundo do Trabalho|

O CONSUMO DAS FAMÍLIAS CRESCE.
O BRASIL CRESCE. POR QUANTO TEMPO?

As noticias boas na economia do país estão cada vez mais constantes no noticiário da imprensa. São informações de diferentes setores que passam por momentos muito favoráveis, tanto os voltados para o mercado interno como para as exportações.

Em realidade a economia mundial passa nestes últimos anos por um de seus melhores períodos e vários países ostentam taxas de crescimento de 7% e mais, chegando a cifras superiores a 10% e de forma continuada, como no caso da China, que pelo porte de sua economia exporta e importa em grandes volumes e tem influencia decisiva junto à economia dos países com os quais mantém relações comerciais.

Mas é no mercado interno que se verifica um grande crescimento do consumo, e que mostra as famílias comprando mais e determinando um forte aumento na produção de vários itens disponíveis nas prateleiras e lojas do comercio.

Os números da verdadeira explosão de vendas mostram uma fase de ouro para o comércio e industria: este ano as vendas de computadores deve chegar a 8,5 milhões de unidades, depois de passar vários anos num patamar de pouco mais de 3 milhões anuais. O setor automotivo passa e folgado o patamar dos 2 milhões de veículos este ano. O número projetado para 2007 chega a 2.350 mil unidades incluindo carros, caminhões, ônibus e tratores, tendo patinado anos atrás produzindo de 1400 mil a 1600 mil veículos, só aumentando seus resultados com o incremento das exportações.

As vendas também cresceram de forma significativa em produtos de consumo de massa como roupas e alimentos, onde os percentuais são menores, mas atingem amplas e extensas faixas populares, mostrando o vigor da economia que aponta agora para um crescimento do nosso PIB em 5% neste ano.

As explicações para este momento de céu de brigadeiro na economia do Brasil, encontramos basicamente no aumento da massa salarial dos trabalhadores, que passou de 91 bilhões de reais em 2003, e num processo de aumento constante chega à projeção de 109 bilhões em 2007. A diminuição do desemprego, ainda que pequena, tem colaborado para estes resultados. O crédito ao consumidor, mesmo com taxas bem altas, se comparada com as praticadas em outros países, mostra um crescimento monumental, passando de 88 bilhões de empréstimos em 2003 para 230 bilhões em 2007. Este dinheiro emprestado é que está dinamizando a economia do país.

As dúvidas que surgem frente à surpresa deste processo de crescimento, não esperadas pelos próprios economistas do governo, nos levam a algumas perguntas para ter respostas convincentes: Podemos estar numa situação limite da capacidade de endividamento das famílias? As empresas que estão produzindo muito mais para atender o aumento de consumo estão utilizando sua capacidade instalada de produção e conseqüentemente não estão realizando investimentos que apontem para um ciclo de crescimento sustentado? E os chamados gargalos da infra estrutura da economia? Como está a capacidade de produção de energia para sustentar o crescimento do país? E o sistema logístico de transporte para garantir o abastecimento, a distribuição e também as exportações do que produzimos?

As boas soluções a estes problemas podem oferecer condições de continuidade ao crescimento e desenvolvimento da sociedade brasileira, num caminho de melhoria da qualidade de vida da população e da diminuição das desigualdades sociais.

 
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Jô Oliveira
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